Marcus está em queda — embora, por fora, pareça apenas em movimento. Recém-saído de um casamento de quase uma década, ele embarca em uma viagem sem mapa por cidades, corpos, versões de si mesmo e excessos cada vez mais difíceis de controlar. Entre Buenos Aires, Paris, Berlim, Lisboa e São Paulo, tenta se reinventar, fugir da dor e encontrar alguma forma de continuar.
Mas mudar de país não basta para escapar de quem se é.
Em Eu, Perdido, Marcio Salles constrói um romance intenso e íntimo sobre vício, saúde mental, identidade e afeto. Ao longo da narrativa, o personagem Marcus se fragmenta em diferentes personas — o original, o oculto, o que foge, o que tenta voltar — enquanto atravessa relações, recaídas, lutos e a difícil descoberta de que reconstruir-se não significa voltar ao que era antes.
Primeiro volume de uma trilogia, este é um livro sobre a queda, mas também sobre o que sobra depois dela. Um relato literário, honesto e cortante sobre perder-se, sobreviver aos próprios excessos e descobrir que continuar, às vezes, já é uma forma de coragem.